22 de novembro de 2008
12 de novembro de 2008
Reflexão sobre minha profissão
Quanto ao plano de carreira da rede pública estadual de ensino não tenho muita noção, porém, pelo pouco de conteúdo que tivemos acesso no curso e que conheço considero sua abrangência bastante justa, o que não quer dizer que se equipare a o modo como isso se da na prática. Quanto a rede pública municipal pude ter acesso durante o estágio, ele existe há cinco anos e tem uma estrutura abrangente, visto que engloba mudanças de classe e de nível (até mestrado) equivalentes a formação pessoal do profissional e não a sua atuação. O tempo de experiência passa a ser levado em conta na mudança de classe e a formação na mudança de nível, porém estas não acontecem imediatamente ao momento em que é solicitado, podendo demorar meses ou até anos.
Quanto a formação em nível superior, ainda não há influência direta na realidade, visto que não atuo na área. Porém posso afirmar que esta possibilitando inúmeros conhecimentos sobre a política educacional, a organização escolar e principalmente sobre a prática pessoal, ao momento que consigo estabelecer uma relação clara da teoria e da prática. Isto se dá também devido a qualidade do curso, confesso que não imaginava que fosse tão intenso, já que a modalidade é à distância e que ainda assim proporciona qualidade de aprendizado. Quanto à formação continuada ofertada pela faculdade, penso que seja um pouco inviável pois os cursos são de difícil acesso, horários complicados e nem sempre é possível comparecer.
A escola em que estagiei é urbana e se situa na região mais carente do município, abrange a fatia mais necessitada, porém, as condições físicas do prédio, o número de alunos é adequado (entre 20 e 30 por turma) ao espaço físico, a escola possui ainda outros espaços, como: playground, ginásio de esporte, sala de vídeo, sala de leitura, refeitório, aula de flauta, taekwondo. No que se refere a prática docente existe equipes de apoio pedagógico como supervisão, coordenação, psicóloga, psicopedagoga, a escola possui aparelhos de TV e som, data show, e acesso livre a internet. Quando estagiei a relação entre direção e professores hierárquica. A escola possui Conselho Escolar inativo (por motivos de legalidade), Conselho de Classe que se reúne trimestralmente, CPM com reuniões mensais, mas não possue organização por parte dos alunos como grêmio estudantil por exemplo. A relação família escola é bastante distante, visto que os pais não são assíduos na escola quando solicitados e quanto ao processo de aprendizagem dos filhos acontece o mesmo, não é difícil porém presenciar reclamações durante os resultados de fim de ano.
Um professor pós graduado que entre no plano de carreira municipal, classe “A”, terá uma remuneração inicial por volta de R$ 900,00, penso que não é o ideal basta comparar com outras profissões para percebermos a desvalorização, sem falar no desgaste e na dedicação que a carreira exige. Quanto a nova proposta do piso salarial nacional de R$ 950,00 para 40h semanal para nível médio, seria o início de uma remuneração mais justa mas, vê se que não é prioridade para os governantes. Quanto a sindicalização ela existe no município mas não é única na categoria e penso que este não representa os interesses como deveria. Em geral a um caminho grande a ser percorrido e com certeza essas questões fazem-nos refletir.
8 de novembro de 2008
Reflexão sobre a prática docente
Financiamento da Educação
O Fundef é um recurso oriundo do MEC repassado aos estados, municípios e Distrito Federal na proporção da matrícula do ensino fundamental de cada rede com base no senso escolar do ano anterior destinado ao investimento e manutenção do ensino.
Destina-se 60% deste recurso ao pagamento de professores em efetivo exercício do magistério e os demais 40% podem ser gastos com itens admissíveis como o MDE, incluindo gastos com formação continuada de professores.
Segundo informações obtidas pela Secretaria Municipal de Educação não existe um regulamento municipal para aplicação da verba do Fundef que seria assim executada conforme a legislação federal. Há, porém, um Conselho Municipal que acompanha as despesas, como pagamento de professores e funcionários. O município, porém, usa mais que 60% dos recursos com despesa da folha de pagamento, atualmente por volta de 75% - número este que esta sendo regulamentado após as eleições – o restante é aplicado nas demais despesas da educação como transporte, formação continuada e outros.
Percebe-se que este recurso vem contribuir para mudar a realidade educacional, embora seja um processo lento, nota-se que há avanços em relação à educação.
5 de novembro de 2008
PPP e Regimento Escolar
O PPP – Projeto Político Pedagógico – esta proposto na LDB, n° 9394/96, neste documento consta aspiração, idealização e direção que serve de base para elaboração, desenvolvimento e avaliação do currículo. Este documento deve ser elaborado por todos que fazem parte da escola, levando em consideração a realidade da comunidade escolar (contextualização). Define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar, sendo composto de três grandes partes: marco referencial, o que queremos alcançar; diagnóstico, o que nos falta para ser o que desejamos e programação, o que faremos para suprir tal falta.
Já o Regimento Escolar tem como referência o PPP, esta proposto na resolução CEED n° 236/98, é o documento que define a organização e o funcionamento do estabelecimento de ensino, quanto aos aspectos pedagógicos. A elaboração do mesmo também envolve a comunidade escolar. Normativa as ações pedagógicas e administrativas previstas no PPP e nos planos de estudos, sendo que o administrativo deve estar a serviço do pedagógico.
Nota-se, portanto, que há um elo entre o PPP e o Regimento Escolar, ambos complementam-se, tem que haver uma continuidade nesses dois documentos que são norteadores da instituição escolar.
Neste site poderão encontrar mais informações acerca do PPP e Regimento Escolar,
3 de novembro de 2008
Reflexão dos pensadores estudados
Os autores citados “elaboraram e utilizaram conceitos como os de fato social, ação social e classe social. De alguma maneira todos estavam interessados em pensar a relação entre indivíduo e sociedade no mundo moderno”.
Durkhein “acreditava que a sociedade prevalece sobre o indivíduo”, esta ajuda na formação do indivíduo, pois há regras e normas coletivas que orientam nossa vida.
O indivíduo, segundo ele, não nasce sabendo previamente as normas de conduta necessárias para a vida em sociedade. Por isso, toda sociedade tem de educar seus membros, fazendo com que aprendam as regras necessárias à organização da vida social. As gerações adulta transmitem as crianças e aos adolescentes aquilo que aprenderam ao longo da sua vida em sociedade. Com isso o grupo social é perpetuado, apesar da morte dos indivíduos.
Pode-se fazer uma ligação entre o pensamento de Durkhein e nossa educação – nossas escolas -, é necessário refletirmos qual é o papel atual da escola para a formação dos indivíduos, quais os conhecimentos, regras, condutas que estamos trabalhando e como poderíamos desempenhar com mais eficácia nosso papel de educadores.
Para Webber, “a sociedade não seria algo exterior e superior aos indivíduos, como em Durkhein, para ele a sociedade pode ser compreendida a partir do conjunto de ações individuais reciprocamente referidas, Webber define como objeto da sociologia a ação social”.
Weber afirma que podemos perceber diferentes formas de ação social, estas formas ações de social também podem-se chamar “Os três tipos de dominação legítima” que ajudam orientar as ações dos indivíduos. Os tipos de dominação são:
- Dominação legal;
- Dominação tradicional;
- Dominação carismática;
Já para Marx “diferentemente de Durkhein e Webber, considerava que não se pode pensar a relação indivíduo X sociedade separadamente das condições materiais se apóiam”. Marx, buscou analisar a sociedade em que viveu para ele as condições materiais não podiam ser vistas separadamente do indivíduo e da sociedade, nota-se que a educação sempre foi influenciada por interesses de classes dominantes, procurando moldar o indivíduo de forma que esse atendesse as expectativas da sociedade, do mercado de trabalho. O pensador alemão Karl Marx propunha que a educação fosse um instrumento de compreensão do mundo e transformação da sociedade, que a classe trabalhadora também tivesse acesso e condições de ter uma boa educação.
Enquanto alguns pensadores acreditavam que seria necessário construir o “homem novo” necessário a sociedade futura, para Marx este “homem novo” já existia, era a classe trabalhadora, alegava que era preciso dar condições para que esse homem novo pudesse se desenvolver.
Marx contribuiu para a educação no sentido que esta é importante para a sociedade, propõe algumas formas de melhorar a educação, porém, não apresenta uma metodologia educacional.
Fontes Bibliográficas
Oliveira, S. P. Introdução à Sociologia. Editora Ática.
Tomazi, D. N. Iniciação à Sociologia. Atual editora, 1993
28 de setembro de 2008
Organização e Gestão da Escola
Conforme o texto “Federalismo e Descentralização” de Nalú Farenzena, a oferta educacional brasileira nasceu descentralizada, quer dizer, com grande parte da responsabilidade nas mãos dos estados e municípios. Como sendo a transferência de responsabilidade e atribuições de um governo central para os governos subnacionais, entidades governamentais ou para a sociedade.
Fica bastante evidente que os estados e municípios ficam com a fatia maior da responsabilidade da educação nacional. Mesmo que esta situação tenha sido influenciada pelo princípio de autonomia federativa não dá para negar que a parte mais difícil ficou com os governos que estão mais próximos do povo.
De acordo com a leitura proposta, pude entender que o município tem responsabilidade no que diz respeito à educação infantil e séries iniciais de ensino fundamental, ficando com o estado a primazia ao ensino médio e séries finais de ensino fundamental, ao governo federal cabe atuar diretamente na organização de rede federal de ensino. Isto, porém não abdica a federação da responsabilidade financeira e da educação como um todo.
Obs.: Alguns trechos deste texto foram extraídos do trabalho realizado nesta interdisciplina.
Projeto de Aprendizagem - Perguntas
Diante da questão levantamos algumas dúvidas e certezas provisórias sobre o assunto. Devido à distância não foi possível nos reunirmos pessoalmente, contudo, fizemos uso de ambientes virtuais para que o diálogo acontecesse e organizássemos o projeto.
Para maiores esclarecimentos combinamos uma conversa no “msn”com a professora Nádie, nem todos componentes do grupo participaram, mas o administrador do grupo, o qual participou da conversa disponibilizou o diálogo para que todos tivessem acesso e se interassem do andamento do projeto.
Após este diálogo, entre o administrador e a professora, surgiu uma nova pergunta para nortear o projeto, sendo esta: “Por que a criança desenvolve o stress e qual a influencia do mesmo nas séries iniciais?”.
Neste momento estamos levantando questionamentos, certezas e dúvidas, para que o projeto possa ter continuidade.
Realizando a presente atividade, estou compreendendo que a partir de questionamentos levantados pelos alunos, conforme seus interesses, é possível ir definindo os conteúdos a serem trabalhados. Será que meu pensamento esta correto?
24 de setembro de 2008
A primeira, é a dominação baseada em leis, há regras estabelecidas, os líderes são escolhidos via eleição. A segunda forma de dominação sendo esta a tradicional, é aquela baseada na dominação patriarcal, não há leis ou regras que estabeleçam critério para que um indivíduo possa chegar a liderança, essa liderança acontece por ser algo tradicional: por fidelidade. Já a terceira forma de dominação, a carismática, é baseada nas qualidades pessoais do líder, prestígio social e moral, são pessoas dotadas de encanto, estimadas e bem quistas na sociedade, consideradas frequentemente profetas, pessoas iluminadas.
Percebo que é importante que haja líderes na sociedade, porém esta liderança deve oportunizar a todos que estão inseridos na sociedade que participem, contribuam, que esta liderança não seja algo autoritário, que o líder possa representar seu grupo da melhor forma possível.
Escola Cultura e Sociedade
20 de agosto de 2008
Atividade 3 – Perguntas
Partindo da aula presencial do dia 15-08 e das atividades propostas considero interessante esta forma de aprendizagem que parte dos nossos interesses, curiosidades, dúvidas que surgem. Durante a aula tivemos a oportunidade de formular e expor algumas de nossas curiosidades e classificá-las por diferentes temas.
Dentre as perguntas que observei, destaco duas que posso considerar produtiva e não produtiva:
- Encontraremos no céu quem já morreu?
- Quais as vantagens e desvantagens dos avanços tecnológicos e da clonagem e do DNA?
A primeira questão não considero produtiva, pois é algo muito pessoal, relacionado a crença de cada indivíduo, ao meu ver não seria possível realizar um projeto de aprendizagem. É uma questão que pode gerar comentários, porém, não gera maiores aprofundamentos.
13 de agosto de 2008
9 de agosto de 2008
Organização do tempo
Queridas alunas e alunos,
Estamos no quinto semestre e, com isso, ultrapassamos a barreira do começo. Na verdade, nossa caminhada tem sido construída com vigor, esforço e segurança e fica cada vez mais complexa. Agora, estamos nos encaminhando para o fim, do curso, para o momento em que como professoras graduadas em trabalhar com alunos de 1ª a 4ª série, faremos a real diferença na escola e na educação. Isso significa trabalho aliado ao prazer de aprender.
Percebemos que, aos poucos, uma boa parte de vocês apresentam dificuldades em seguir o ritmo do curso. Por isso, chegou a hora de cada um dar uma boa revisada no gerenciamento do seu tempo. Vale, então, se perguntar:
Afinal, como tenho gerenciado meu tempo? O que eu faço durante uma semana rotineira? Como eu distribuo meu tempo nos três momentos: pessoal, profissional e aluno?
Evidentemente que a objetividade e a sinceridade são condições fundamentais nessa coleta pessoal de dados. Não seria prudente nem produtivo esconder dados de si mesmo, não é verdade?
Para facilitar, retomaremos a tabela que foi construída no primeiro semestre. Coloquem claramente o que fazem.
Muito bom trabalho!
27 de julho de 2008
Estudos Sociais
A Interdisciplina Representação pelo mundo do Estudos Sociais evidenciou os conceitos sobre Espaço e Tempo de forma integrada sem a separação do homem/meio.
Vivemos num mundo com inquietações, constituído por uma sociedade dinâmica possibilitando ao aluno construir conhecimentos fundamentados cientificamente aplicando-os a prática por meio da contextualização da realidade onde esta inserido, intervindo consciente e criticamente nela.
O conceito de espaço requer o desenvolvimento de algumas habilidades para sua compreensão, como: representação, localização, orientação espacial, lateralidade, estas são desenvolvidas a partir do espaço de vivência dos alunos, iniciando desde seu nascimento, família, escola, bairro, para o mundo.
Acerca do tempo, analisar as múltiplas dimensões. Tempo físico (cronológico: dias, meses, anos...), tempo atual: entender passado, presente, futuro (exemplo, a construção da linha do tempo), tempo histórico social: construído ao longo do tempo, em diferentes momentos da história (vivências individuais, coletivas, se inserem no espaço, marcado por experiências humanas, modificando o espaço, exemplo: escola, localidade, bairro, o país e o mundo).
Os conhecimentos sobre estes conceitos me foram ensinados de forma tradicional, pautados em memorização, sem significado, mal compreendidos. Após os estudos realizados nesse semestre ressignifiquei, agreguei novos conceitos, informações e conhecimentos, possíveis de serem aprendidos e operacionalizados considerando a realidade do aluno envolvendo-se no processo pela interação ativa, tornando-se sujeito de sua aprendizagem e assim praticando sua cidadania.
Apresentação
Com base na apresentação anterior procurei me preparar para realização desta apresentação. No momento da apresentação fiquei muito nervosa o que interferiu no desenvolvimento da mesma, assim não consegui expor os aprendizados que tive no decorrer do semestre. Ao final da apresentação senti-me arrasada, comparando com a apresentação feita anteriormente.
Quanto aos questionamentos feitos pela banca em relação à apropriação teórica, durante o semestre procurei me dedicar as atividades, leituras, pesquisas, enfim a tudo que foi solicitado, embora com alguns atrasos devido a problemas tecnológicos (o que já foi justificado) não deixei de participar das aulas presenciais e de realizar as tarefas. Reconheço que há muito que melhorar, estou num processo de construção e aplicação dos conhecimentos.
A respeito do que pensava antes e como penso agora, anteriormente não possuía conhecimento acerca desses conceitos como vejo hoje, fui incorporando informações, novos saberes, construindo assim novos conceitos, especialmente no que diz respeito à Espaço e Tempo, percebendo que a evidência centrou-se na interdisciplinariedade.
Quanto à apresentação do grupo, praticamente todas as apresentações voltaram-se aos conceitos de Espaço e tempo, ao plano individual de estudos e as construções e reconstruções pessoais. Em geral todas apresentações foram muito boas, com uso de recursos adequados, houve uma troca de experiências contribuindo significativamente para meu aprendizado.
Espaço e Forma
A interdisciplina de Representação do Mundo pela Matemática contribuiu para que eu pudesse compreender os conceitos envolvendo espaço e forma, relacionados com o mundo da natureza, dos objetos, da arquitetura, das artes e até mesmo da imaginação.
Ao desenvolver as atividades propostas percebi que devem ser organizadas considerando o contexto e a exploração do mesmo, os tipos de espaços em que as crianças transitam, o espaço que esta ao seu alcance, como manusear material escolares, objetos de higiene, flores, frutas, colocá-las em determinados lugares, enfim um espaço manipulável. Nesse espaço é possível explorar tarefas que envolvam formas, como: montar, desmontar, construir, desenhar, compor, decompor em tamanho natural.
O espaço mais amplo visto em desenhos, fotos, mapas, onde a criança pode se movimentar, se orientar, localizar ou imaginar. O espaço maior envolvendo paisagens, natureza, coisas em geral e neste aproveitar para fazer representações de como o aluno vê. Considerando essas semelhanças e diferenças, os alunos têm possibilidades de compreender conceitos pela observação, manipulação e representação e assim adquirir habilidades que possibilite enfrentar e resolver problemas no seu cotidiano.
Comentário retirado do fórum Seminário Integrador IV - Vídeo "Saber e Sabor"
Ao ler os textos disponibilizados, os comentários das colegas, assistir ao vídeo, achei muito interessante esta abordagem de deixarmos a crianças participarem mais ativamente, colocando suas dúvidas, curiosidades, percebe-se que no momento em que há este espaço onde o aluno possa manifestar-se há um estímulo de desenvolvimento da curiosidade e do aprendizado.
As perguntas surgem do próprio ato de pensar, do processo de aquisição e uso da linguagem, do agir e do conviver numa realidade marcada pela pluralidade cultural e técnica, do interesse e da curiosidade de compreender e de construir significados, crenças, conceitos. Portanto os problemas genuínos da educação já estão na experiência da crianças que estão inseridas num contexto sócio-cultural estimulante.
Como coloca Rubem Alves, o segredo da educação é a cabeça dos professores, logo é preciso transformar nossa forma de atuar, reinventar outros métodos, assumindo uma postura de instigadores, problematizadores. Em nossa prática educacional devemos deixar de lado as situações em que apenas passamos o significados dos conteúdos que julgamos certos, não devemos deixar que essa curiosidade infantil morra, temos que alimenta – lá através do envolvimento em diálogo e investigação. Pois estes significados devem ser elaborados, construídos pela criança e não apenas transmitidos por nós.
Classificação e Seriação
Ao estudar os conceitos sobre classificação e seriação num primeiro momento os conceitos ficaram confusos, difícil de definir um do outro, a partir da aula presencial em que foi exposta dúvida quanto aos conceitos construímos junto com o professor uma definição para os conceitos.
Classificação significa separar, agrupar objetos, conforme o critério estabelecido, exemplo: Agrupar objetos por cores, tamanhos, etc.
Seriação significa seguir uma ordem, organizar objetos de acordo com uma ordem estabelecida, exemplo, organizar objetos do menor ao maior.
Comentário sobre o vídeo "Balance"
Não posso deixar de mencionar a atividade relacionada com base no vídeo “Balance”, o tema abordado no vídeo desperta bastante interesse e permite que se faça uma reflexão acerca da relação do homem com a natureza, observando a interferência humana no meio ambiente e suas conseqüências.
No vídeo observa-se como o homem ocupa e relaciona-se num determinado espaço e o que acontece no decorrer do tempo. Os seres humanos representados demonstravam harmonia no espaço que ocupavam, havendo assim equilíbrio. No momento em que imperou o individualismo, a ganância, em que algumas regras sociais não foram obseravadas, a realidade começou modificar, levando ao desequilíbrio.
O vídeo explora o aspecto da coletividade, da participação, da cooperação harmônica e quando se parte para o ter e não para o ser, sem critérios acaba acontecendo o desequilíbrio.
O Ensino de Ciências nas Séries Iniciais
Partindo das leituras, trabalhos entre outros materiais disponibilizados pela Interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, minha concepção em relação ao ensino de ciências sofreu algumas alterações.
Percebi que a Ciências que estamos acostumados a ensinar em sala de aula muitas vezes predomina valores, conceitos definidos e apenas transmitidos, as experiências realizadas a ênfase recai sobre as características imediatamente perceptíveis. Em muitas situações seguimos apenas as orientações dos livros didáticos, os problemas investigados não ficam explícitos para os alunos e suas idéias sobre os resultados de experimentos, bem como suas explicações para os fenômenos, não são valorizados.
Agora percebo que o ensino de ciências não é apenas repassar conceitos estabelecidos, mas construir junto com as crianças conceitos acerca dos temas que estão sendo estudados.
O trabalho com os conhecimentos derivados das ciências deve ser voltado para ampliação das experiências das crianças e para a construção de conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural. Neste sentido, refere-se à pluralidade de fenômenos e acontecimentos do conhecimento da diversidade de formas de explicar e representar o mundo, ao contato com as explicações científicas e à pluralidade de conhecer e construir novas formas de pensar, sobre os eventos que os cercam.
É importante que os alunos sejam instigados por questões significativas que possam observá-las e explicá-las, construindo assim seus conceitos.
Tecnologia e suas aplicações
Num primeiro momento fiquei curiosa para saber o que iríamos aprender na Interdisciplina de TIC’s, sabendo que a tecnologia esta cada vez mais presente e as crianças estão participando de uma cultura tecnológica cada vez mais diversa, é necessário que saibamos lidar com as tecnologias e façamos dela nossa aliada, diante disso surgiu a necessidade de saber como trabalhar com as tecnologias.
Os primeiros trabalhos foram muito interessantes, confesso que não sabia que poderíamos analisar um software, com leituras, pesquisas e trabalhos percebi que há questões básicas que devemos levar em conta: como ensinamos com tecnologia, o que as crianças precisam saber a respeito dela.
Não podemos resistir ao uso das tecnologias é necessário entender como podemos usá-la para auxiliar nosso fazer pedagógico, muitas vezes a utilização das tecnologias é feita sem imaginação, sem um conhecimento e estudo prévio do que esta sendo utilizado. A interdisciplina proporcionou uma visão bastante criteriosa e criativa. Foi necessário analisarmos softwares, compreender suas características, em que momentos podemos inseri-lo em nossas aulas e como desenvolver um planejamento que tenha ligação com o que esta sendo utilizado.
O software deve facilitar a aprendizagem, fazendo com que o aluno interaja e aprenda, não deve ser apenas algo que produza resultados.
“Os meios digitais como a internet e os jogos de computadores, realmente tem enorme potencial para o ensino, mas será difícil realizar esse potencial se persistirmos em considerá-lo apenas como tecnologias, e não como formas de cultura e comunicação.”
2 de abril de 2008
Pude também ratificar a importância dos recursos tecnológicos em nossa sala de aula. Ter acesso ao uso de computadores e internet, não é mais algo constrangedor. A maioria das pessoas já têm acesso a estes, seja em casa, nas escolas, em Lan Houses...
Cabe a nós educadores utilizá-los de forma coerente para que os resultados sejam positivos.
Como cita César Brod: “Crianças que têm acesso à tecnologia têm acesso a muitas outras coisas que colaboram com seu crescimento pessoal e intelectual”.
Assim como algumas colegas, não posso deixar de citar meus constrangimentos em frente a este novo desafio. Não foi fácil, mas com a ajuda de colegas, consegui concluir esta etapa.
17 de janeiro de 2008
Escola e o Projeto Político Pedagógio
Acredito que, todos nós educadores, possuímos um ideal comprometido com a pesquisa e a transformação. Faltam-nos, com certeza, tornar o pedagógico mais político e o político mais pedagógico e pensarmos, juntos, meios que possibilitem a mudança educacional necessária, idealizada por Paulo Freire.
Na questão da avaliação o que e como se avalia deverá estar condicionado pelas competências, habilidades, conhecimentos que o currículo privilegia.
A Avaliação no meu pequeno entendimento deve ser construída de modo a caracterizar: Predomínio dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do processo sobre os circunstanciais (testes e provas); Inclusão da reorientação de estudos para os alunos com dificuldades de aprendizagem; Acompanhamento processual a respeito do desenvolvimento do educando; Predominância dos aspectos formativos sobre os somativos.
Assim como a educação é um fator de mudanças e renovações, o PPP não deve ser um planejamento pronto e definitivo, deve ser flexível e adequar-se as necessidades e a realidade da escola. Confesso que somente nos últimos anos é que posso dizer que tomo conhecimento da construção do PPP(projeto político pedagógico) das escolas.
Antes imaginava que tal tarefa(a construção do PPP)deveria ficar a cargo da Direção da escola, mais especificamente a Supervisão, cabendo aos professores se incumbirem da melhor maneira, com didáticas coerentes e bem aplicadas, de desenvolverem os conteúdos nas determinadas séries. Hoje, vejo o quanto a discussão e elaboração em grupo é importante, pois serão resolvidos é neste momento que serão discutidos os obstáculos que surgem no caminho, pois somos responsáveis por isso ,no momento em que o PPP está ligado a um processo que busca expressar a identidade da escola.
21 de dezembro de 2007
Interdisciplina de Artes
Durante a visita os trabalhos de Jorge Machi chamaram-me atenção pois suas obras expressam elementos do dia-a-dia, sons, luzes, histórias, formas, não se prendendo apenas a pintura.Aprendi também que para compreender uma obra de arte é preciso saber quem foi o artista da obra, onde e em que época viveu, quais as causas que escolheu este ou aquele elemento, assim é necessário tentar enxergar o que está por trás das palavras, dos sons, dos gestos, das linhas e das cores. Compreender uma obra nem sempre é tão fácil exige reflexão, e estudos.
19 de dezembro de 2007
A importância da Música na Sala de Aula
Após ler o texto “Porcaria de Música” e refletir sobre o que costumamos ouvir, reportei-me a um curso que participei, onde um dos palestrantes mencionou alguns filmes da Disney que foram proibidos nos EUA por conterem informações implícitas sobre sexo, essas informações é a chamada Comunicação Oculta, são informações que se recebe abaixo da nossa consciência, isto acaba induzindo a fazer determinadas atividades, pela rapidez e repetição que essas informações chegam a nossa mente. Acredito que assim como os filmes a música também influencia determinadas atitudes, devido a repetição e rapidez que nos é apresentada fica gravada em nosso inconsciente.
Agora percebo o cuidado que devemos ter no momento em que levamos filmes e música para sala de aula, acreditava que trabalhar música não passava de fazermos ritmos na sala de aula, criar coreografias. O texto “História da Música Popular Brasileira para Crianças” me orientou mostrando diferentes alternativas de trabalharmos a música, além de realizar atividades envolvendo ritmos, concentração, trabalhamos a nossa cultura, a história do nosso povo, a poesia, a arte. Os alunos tiveram contato com a história de compositores consagrados, foi interessante contar a historia e perceber a interação e motivação dos educandos em conhecer um pouco da nossa musica.
15 de dezembro de 2007
As Interdisciplinas
Sempre procurei diversificar as aulas, costumava e costumo realizar algumas atividades que envolvam teatro, jogos, música e artes, mas confesso que ao trabalhar esses “conteúdos”, em muitos momentos as atividades foram um tanto mecânicas, mera reprodução de sons, imagens, formas, não havendo interação.
O teatro era trabalhado em datas especiais, não havendo continuidade deste trabalho. Ao ler os materiais proposto, participar das atividades de teatro realizadas nas aulas presenciais, e do seminário de teatro que aconteceu na escola em que atuo, percebi que podemos trabalhar o teatro de forma diferenciada, utilizando jogos teatrais, desenvolvendo a expressão corporal onde haja livre iniciativa, exploração e descoberta tanto individual quanto grupal.
É importante salientar a necessidade de dar continuidade a esse trabalho, para que os objetivos sejam realmente alcançados. O teatro é de fato uma prática educativa, usada para aquisição de determinados conhecimentos, que contribui para o desenvolvimento de certas habilidades e favorece o relacionamento e a interação entre os alunos.
10 de dezembro de 2007
Reflexões sobre o Lúdico
Neste momento já posso perceber que o brincar na sala de aula tem uma importância significativa para o ato de aprender. Não basta o aluno utilizar jogos o que importa é que se sinta desafiado a estabelecer relações com a sua realidade, expressando na brincadeira sua maneira de pensar e agir, estruturando o seu conhecimento de uma forma prazeirosa.