O que observei claramente, durante a prática do estágio, era o gosto pela leitura. Quando as crianças terminavam suas atividades logo se dirigiam ao tapete e com os livrinhos contavam histórias umas para as outras, procurava não interferir, apenas escutar. Passavam a “contar” a história, mostrando as gravuras do livro para os demais colegas. De acordo com Vygotsky essas interações com a linguagem possibilitam a criança aprender a construir e organizar o pensamento.
25 de setembro de 2010
Reflexão 5° semana
O que observei claramente, durante a prática do estágio, era o gosto pela leitura. Quando as crianças terminavam suas atividades logo se dirigiam ao tapete e com os livrinhos contavam histórias umas para as outras, procurava não interferir, apenas escutar. Passavam a “contar” a história, mostrando as gravuras do livro para os demais colegas. De acordo com Vygotsky essas interações com a linguagem possibilitam a criança aprender a construir e organizar o pensamento.
20 de setembro de 2010
Reflexões 4° semana
12 de setembro de 2010
Reflexões para fundamentação teórica do TCC
Durante o estágio pude comprovar a concordância entre algumas reflexões feitas por Piaget e o comportamento das crianças, e é esta junção teoria-prática que pretendo destacar. Passei a explorar contos infantis pela vontade que as crianças apresentavam em ouvir histórias, folhear livros, pela necessidade que a turma apresentava em resolver conflitos próprios da idade como egocentrismo, respeito, etc.
O estágio pré-operatório (2 a 6 anos de idade) A simbologia surge com um papel fundamental nas brincadeiras, como são exemplo o “faz de conta”, as histórias, os fantoches, o desenho, o brincar com os objetos atribuindo-lhes outros significados, etc. Os jogos simbólicos são possíveis dado que, nesta fase, a criança já é capaz de produzir imagens mentais. A linguagem falada permite-lhe o uso de símbolos para substituir objetos.
Outra autora que vem contribuir para embasar a fundamentação teórica é Fanny Abramovich, da interdisciplina de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, que estudada mais profundamente traz argumentos como: quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos. Abramovich (1997).
Continuarei nas próximas postagens retomando os autores para que possam me auxiliar na funamentação teórica.
6 de setembro de 2010
Contribuições das interdisciplinas para o TCC
Com estágio foi que toda esta bagagem apareceu de forma visual, afinal era hora de colocar em prática o que acreditava.
Talvez uma das leituras mais interessante e que mais contribuíram para a formação da idéia que tenho hoje de educação, foi a Piagetiana, é incrível como consigo ver Piaget em praticamente tudo que faço, que observo na criança, pois Piaget procurou explicar como se dá a aprendizagem.
Durante meu estágio percebi que as aulas que tinham historias eram extremamente produtivas e que todo aquele imaginário refletia de forma muito significativa na construção do conhecimento (que tem um enfoque bastante sólido e construtivo no que se refere a Piaget) e foi nos eixos 1, 2 e 3, os quais estou revendo este mês, que tivemos a interdisciplina de Educação Infantil e Aprendizagem, Teatro e Educação, Psicologia I, Ludicidade e Educação, Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem que vêm diretamente contribuir com o tema que pensei diante da minha prática do estágio ser aquele sobre o qual eu mais queria saber que me despertou desejo de escrever e curiosidade.
25 de agosto de 2010
Reflexõs sobre TCC
Ao realizar o relatório do estágio, no semestre anterior, um dos itens que deveríamos contemplar era “Proposta de investigação para o TCC” e neste deixei bem claro o meu desejo de abordar o tema: Literatura Infantil e como esta contribui no desenvolvimento infantil, pois durante minha prática os trabalhos desenvolvidos através dos contos infantis tiveram grande destaque.
A literatura tem uma tarefa fundamental a cumprir nesta sociedade em transformação: a de servir como agente de formação, seja no espontâneo convívio leitor-livro, seja no diálogo leitor-texto estimulado pela escola, uma vez que a leitura oferece às crianças oportunidades de integração entre sua vivência e suas experiências de mundo, faz-se necessário que o aluno receba uma orientação sobre como trabalhar esta atividade. É nesse recorte que pretendo inserir minha proposta de trabalho de conclusão do curso: Literatura Infantil.
Devo destacar que, sobre o tema acima referido, ainda há questões a serem definidas, na aula presencial de segunda-feira, momento em que teremos o primeiro contato com a orientadora do TCC, espero poder esclarecer dúvidas acerca do tema e dos demais aspectos que fazem parte do TCC, pois mesmo tendo lido as orientações e modelos disponibilizados pelo Seminário Integrador, preciso de orientações.
20 de junho de 2010
Reflexão 10° semana
Então, é preciso olhar para a criança como um ser humano, (que ainda em desenvolvimento não é adulto), é única, completa, com características físicas, psicológicas, afetivas, cognitivas e formas diferentes de agir, pensar, pensar, sentir e ao mesmo tempo em crescer que depende dos adultos na realização das diversas ações no seu dia-a-dia.
Portanto, deve-se oportunizar condições para que as crianças conforme os recursos que dispõem dirijam para si mesmas suas ações desenvolvendo assim, a responsabilidade, o senso crítico e a autonomia, através da apropriação de significados , ampliando progressivamente seus conhecimentos de modo contextualizado com estratégias apropriadas as diferentes fases do desenvolvimento infantil.
Segundo Machado (1996)”Não é atividade em si que ensina, mas a possibilidade de interagir de, de trocar experiências e partilhar significados é que possibilita às crianças o acesso a novos conhecimentos”.
Diante disso, o pedagógico da Educação Infantil, deve considerar os ritmos. O tempo é específico desta modalidade de ensino, assim como, todas as ações ali praticadas envolvem trocas afetivas em todos os momentos com as crianças, envolvem cuidados especiais, como alimentação, higiene, brincadeiras, jogos..., sem causar medos constrangimentos na formação da criança.Segundo o Referencial Curricular Nacional Para a Educação infantil a criança , como todo ser humano, é um sujeito social, histórico faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. Cabe a nós educadores ser sinalizadores nesta caminhada e na união de nossas informações e não descartando o meio em que este ser em formação está inserido.
13 de junho de 2010
Reflexão 9° semana
Dando continuidade ao projeto Eu e o meio, com enfoque no meio ambiente, evidenciando o lixo, durante esta semana foram realizadas atividades em que as crianças foram bastante participativas, a construção de panfletos para a campanha de conscientização foi uma atividade muito interessante, estava previsto a distribuição de panfletos para a comunidade escolar, contudo surgiu a idéia de fazermos uma campanha fora dos portões da escola, fomos à rua. As crianças se prepararam para passar as pessoas o que haviam aprendido. No decorrer da semana também construímos coletores para separar corretamente o lixo, e confeccionamos instrumentos musicais e brinquedos, fazendo uso de materiais recicláveis.
Devemos manter atitudes críticas, capazes de desenvolver a capacidade de problematizar, questionar, para que o conhecimento seja construído com bases sólidas. Me refiro, aqui, ao conhecimento de forma geral, aquele que utiliza a interdisciplinaridade, os relacionamentos, e isso deve ser feito desde a educação infantil. Segundo FREIRE (2001 p. 24): “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria/prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo”.
Auxiliar os educandos a serem críticos, autônomos não é tarefa fácil para os educadores. Mas, se queremos uma sociedade mais pensante, só conseguiremos com pessoas que acreditem em si e que saibam o que estão fazendo, e isso começa em tenra idade.
6 de junho de 2010
Reflexão 8° semana
Estamos enfrentando sérios problemas ambientais segundo SUERTEGARAY (2001, p. 11) afirma que “não é mais possível conceder ambiente como equivalente do natural. O ambiente por inteiro como se refere implica em privilegiar o homem como sujeito das transformações”.
Nesta semana o tema abordado foi Eu e o meio, com enfoque no meio ambiente, evidenciando o lixo, que seu uso inadequado no meio ambiente se reflete na poluição das águas, do ar, na degradação do solo, na saúde... De acordo com os padrões de consumo que acabam por determinar a qualidade e o tipo de lixo produzido. Conforme o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil “... a aprendizagem dos fatos, conceitos, procedimentos, atitudes e valores não se dá de forma descontextualizada. O acesso das crianças ao conhecimento elaborado pela ciências é mediado pelo mundo social e cultural”.
Diante disso, as atividades propostas e desenvolvidas com os alunos evidenciaram a importância de trabalhar a conscientização de novas mentalidades com atitudes diferentes, através da educação ambiental servindo como instrumento de mudança. Correspondendo a um processo educativo permanente, dinâmico, interativo, com enfoque interdisciplinar, permitindo o conhecimento das leis que regem a natureza, compreender as relações existentes entre os seres vivos e o meio ambiente, os problemas ambientais, locais e globais.
Portanto, possibilitar uma educação transformadora das relações entre os seres humanos e destes com a natureza e, com isso, contribuir para a construção de um mundo mais justo, sustentável... Considerando estas questões procurei abordar o tema “Eu e o meio – meio ambiente” dando ênfase ao lixo.
30 de maio de 2010
Reflexão 7° Semana
O desenvolvimento de atividades lúdicas de recreação atende as necessidades biológicas da criança. Contribui na aprendizagem através da formação de regas que se joga em grupos com normas pré-estabelecidas, superando desafios adequando-se a limites, a comparação e a competição.
Segundo Kuste (1987) “Afirma que em se tratando de contribuir com a educação do individuo a recreação tem a função compensadora, pois lhe dá prazer e satisfação pessoal, possibilitando o reencontro com os movimentos com alegria, a descontração, a espontaneidade necessários à vida , na qual não temos mais tempo para pensar, para rir, ou para sonhar, então vamos nos recrear, divertir, renovar, refrescar, reanimar, recobrir e ativar o animo só com a ‘recreação’.”
Diante disso, desenvolvo com as crianças atividades em que o ponto de partida, o inicio seja através de regras, compreendidas e adaptadas a faixa etária em que se encontram, ficam mais fáceis de serem compreendida e postas em prática.
Noto que no dia a dia as crianças passaram a esperar sua vez para falar, sentem se satisfeitas, ativas, participativas, vencem com mais facilidade as dificuldades, estão sabendo lidar melhor com o saber ganhar e perder, a medida que vão se familiarizando com o jogo.
Através da contação de história utilizando o varal entre outras atividades e jogos desenvolvidos durante a semana houve a cooperação entre os alunos, interesse em superar desafios como no jogo da amarelinha, onde a aluna A. propôs outras regras como atribuir notas e símbolo aos vencedores registrando sua criatividade.
É interessante salientar, com base nos ensinamentos de Piaget “Resolver problemas, superar desafios, reequilibrar-se cognitivamente, eis a fonte dos progressos que conduzem à elaboração constante de estruturas novas”.
23 de maio de 2010
Reflexão 6° semana
Nesta semana recebi a visita da Tutora Graciela, profissional competente, foi minha professora e supervisora no curso Normal Médio, onde tive meus primeiros contatos, vivências, e aprendizagens com o magistério.
No momento que recebi sua visita estava realizando trabalhos sobre a história “O Grande Rabanete”. Conversamos rapidamente, afinal eu estava ansiosa, nervosa, precisava de alguns esclarecimentos sobre o trabalho que estou desenvolvendo. A conversa deixou-me mais tranqüila. Após, foi o momento da Tutora conversar com a regente da turma.
Acredito que este momento é de suma importância para que a supervisão tenha a possibilidade de fazer uma leitura mais sólida do trabalho que está sendo desenvolvido.
16 de maio de 2010
Indisciplina
Diariamente é necessário relembrar as regras de convivência, explicando o motivo de segui-las, conforme cita Paul Mussen, “a criança, na instituição, vai assimilando as regras de acordo com a orientação do professor e também dos combinados do grupo. Cada regra, sem exceção, tem um motivo. É fundamental que a criança saiba o porquê de cada regra para que faça com consciência e não apenas em caráter de obediência.”
Portanto, penso que a criança precisa de limites para que saiba o que pode e o que não pode fazer e ao mesmo tempo possa participar das decisões.
9 de maio de 2010
Reflexões
Nas situações em que observam materiais escritos desperta ainda mais a curiosidade para ler e escrever, exemplo são os livros infantis, além de apreciarem muito os contos infantis, observam as palavras procurando identificar as letras que conhecem, associando primeiramente a seus nomes e de seus familiares.
Conforme Emília Ferreiro “Antigamente, acreditava-se que a criança somente se alfabetizava quando submetida a um ensino sistemático. Isto é, salientava-se, em primeiro lugar, uma percepção motora e conceitual, a qual se chamava ‘prontidão’ e inseria-se a criança, gradativamente, no mundo da escrita, apresentando-lhe as letras uma a uma, como se essa criança fosse incapaz de perceber e aprender a partir de suas próprias curiosidades e vontade.”
Entendo e estou observando em minha prática que a leitura e escrita dependem muito mais das situações, “ocasiões sociais”, em que a criança tem contato com a língua escrita, como citei anteriormente, situações em que observam materiais escritos.
Também tenho disponibilizado alfabeto móvel, que tem sido muito útil, permitindo que as crianças observem o traçado das letras, concentrem-se em decidir quais letras são necessárias para escrita de seus nomes.
19 de abril de 2010
Planejamento
De acordo com Vasconcelos (1995):
"Planejar implica, pois, acreditar na possibilidade de mudança e na necessidade da mediação teórico-metodológico. Para que a ação de projetar seja carregada de sentido, é preciso, então, que o educador acredite na possibilidade de mudança da realidade e compreenda o planejamento como uma mediação necessária para esta mudança."
O planejamento permite que possamos ter uma previsão das condições e dos meios necessários para realizar as atividades, a fim de poder executar com eficácia.
11 de abril de 2010
Aula presencial
28 de março de 2010
Expectativas do estágio
Optei realizar o estágio com o Jardim II na Escola Municipal de Educação Infantil Menino Jesus de Praga, será a primeira experiência com Educação Infantil, estive conversando com a direção, a professora regente e a atendente, realizando observações durante esta semana (22/03 a 26/03). Por ser uma experiência nova neste semestre, esta vem acompanhada do medo de não conseguir atender as expectativas propostas pelo curso, contudo, penso que será uma etapa a ser vencida, como as anteriores, proporcionando novas aprendizagens de forma gratificante.
21 de novembro de 2009
Considerações sobre o trabalho pedagógico de Maria Montessori e Célestin Freinet
Ainda hoje reconheço nas salas de aula a pedagogia de Freinet cantinhos de aprendizagem onde o material didático é organizado e os alunos podem escolher atividades, pesquisar, produzir textos as correspondências inter-escolar para trocar informações e dar sentido a escrita as aulas-passeio: “tem quatro etapas: a motivação, a preparação, a ação e a comunicação.” (Revista Nova Escola, Janeiro 2001).
Porém entendo que levar os alunos para aulas-passeio e organizar a sala em cantinhos, ignorando aspectos sociais e políticos ao redor da escola não estão de acordo com as idéias de Freinet, pois para o pedagogo era preciso aproximar as crianças do conhecimento do seu entorno para transformá-lo, modificando assim o meio em que vivem. Como o conhecido estudo do meio ainda tão utilizado e adequado para conhecer a realidade, história de vida.
Para Montessori a criança precisa entrar em contato com o concreto para depois abstrair o conhecimento.
Os materiais didáticos colocados nos links deste enfoque criados pela pedagoga como o Material Dourado que proporcionam uma melhor compreensão da apropriação do sistema de numeração decimal de forma lúdica e concreta ainda é percebido nas escolas.
Desta forma é possível constatar com os estudos desta interdisciplina as atividades pedagógicas realizadas partem de pressupostos teóricos, de diferentes autores, em momentos e locais diversos, mas que buscam qualificar a educação e provocar mudanças.
15 de novembro de 2009
Reflexões sobre as aprendizagens
“São as diferentes formas de oralidade, leitura e escrita, que se agregam ao substituem as anteriores, possibilitando outras aprendizagens, outros tipos de produção e recepção de conhecimentos...a escola enfrenta o desafio de incorporar ao currículo essas demandas sociais e culturais e de articular meios para responder a elas”. Texto: A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais (Dall, Zen; Trindade, 2002).
A interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação enfatiza a importância do trabalho integrado em sala de aula e suas relações com a economia e a política vigentes em diferentes épocas e contextos sociais e históricos no modelo de educação brasileira.
“Que a leitura de um texto é tanto melhor compreendida quanto mais se insere o texto no contexto” Frei Betto (Ivo viu a uva).
O planejamento de um dia de aula abrange aspectos relacionados com diversos textos, incluindo seminário Integrador VII através da construção dos PAs que é uma metodologia que evidencia o planejamento através da análise e reformulações durante o desenvolvimento com argumentação. O que desenvolve a autonomia como processo de construção de aprendizagens significativas.
Na interdisciplina de Libras compreendi que a língua dos surdos é uma língua natural, gestual e visual com expressão facial e corporal que interage na sociedade, esta deve ser tratada de forma legal com respeito por todos os que se envolvem com estas pessoas, sejam familiares, escolas, políticas públicas e a sociedade em geral. Por outro lado é notável que a comunidade surda conseguiu avançar através da intensificação de suas lutas, buscando meios adequados para o atendimento que contemple esta parcela da população que enfrenta dificuldades junto a seus familiares, na escola, no acesso ao trabalho limitando as oportunidades oferecidas pelo contexto social.
Linguagem e Educação
Dar significado a função da alfabetização, favorecer a exploração pela criança do funcionamento da língua escrita foram se tornando necessidades cada vez mais evidentes. Atualmente a leitura e a escrita estão presentes em todos os espaços e em todos os momentos, sendo necessário não ignorar os conhecimentos prévios trazidos pela criança. Letrar e alfabetizar devem ser práticas co-relacionadas, visto que o letramento é a introdução da criança e do adulto em práticas sociais de leitura, de escrita e de oralidade independente do domínio do código escrito (Soares, 2004), já a alfabetização é o acesso a tecnologia de leitura e de escrita (Soares, 2004).
Diante disto é na sala de aula, o espaço onde estes alunos poderão ter oportunidade de estar em contato, manusear, fazer uso de materiais que envolvam a leitura e a escrita. O papel do professor é ser um mediador na exploração destes materiais, sem, contudo deixar de valorizar os conhecimentos prévios, favorecendo novas descobertas e a apropriação do sistema da escrita e da leitura.
Obs.: Reformulação da postagem feita em 24 de outubro de 2009, conforme os questionamentos da Tutora Rosângela.
Projetos de Aprendizagem
Percebendo o nosso cotidiano onde as mudanças e informações são constantes temos menos certezas e ainda precisamos estar mais abertos às mudanças e, além disso, dispostos a acompanhá-las. Ter no espaço escolar “este tipo de proposta, a idéia é a de que o aluno ‘Precisa aprender a entregar-se com alegria à aventura de soltar a imaginação e a inteligência para criar e construir o novo, sempre disposto a reconstruir, na medida em que entende a relatividade do produzido” (Magdalena e Costa, pg. 93, 2003) como um ponto significativo na formação do cidadão.
A partir do momento em que o aluno participa ativamente da aula, se sente capaz de colaborar, contextualizar suas aprendizagens, talvez esteja aí uma “ação” que causará uma “reflexão” e como conseqüência seria uma sociedade melhor onde a escola estará fazendo seu trabalho social: o aluno como parte viva deste processo.
É possível que este resgate do aluno seja um dos caminhos para amenizar os conflitos pelos quais a escola esta passando atualmente, como o desinteresse e a falta de apego ao ambiente escolar.
A metodologia de Projetos seria então uma maneira bastante democrática de educar que nos permite entender a curiosidade dos alunos, fazê-los pensar e utilizar instrumentos que ajudem no norte da pesquisa que parte da questão inicial e busca cada vez mais acrescentar conhecimento sem que se determine o seu fim.
Obs.: Reformulação da postagem feita em 31 de outubro de 2009, conforme os questionamentos da Tutora Rosângela.
31 de outubro de 2009
Projetos de Aprendizagem
Analisando a contemporaneidade, onde passamos por constantes mudanças, passou o tempo de trabalharmos pautados em certezas, hoje nos deparamos com incertezas, com a falta de clareza, com tecnologias possibilitando o acesso fácil e rápido em qualquer lugar do mundo. Estes e outros elementos estão diretamente relacionados a família, a escola tem muito a ver com a prática pedagógica do professor, perpassando os muros da escola.
Convivemos diariamente com situações de indisciplina, falta de respeito, valores. Diante disso sabemos que é através da Educação em que as escolas contribuem de forma significativa na formação do cidadão. Logo a Pedagogia de Projetos executada através dum planejamento onde os alunos se percebam como co-participantes, responsáveis pela construção e efetivação de suas aprendizagens de forma significativa, contextualizada, possam como cidadãos participar e transformar a sociedade através da ação, reflexão, com autonomia, consciência e criticidade. Sendo assim penso que esta possibilidade de trabalhar com esta metodologia seja um caminho para combater os conflitos pelos quais a escola esta passando atualmente.
Didática
São aspectos muito importantes para aprendizagem dos alunos porque enriquece torna mais hábil e aplica conhecimentos para resolver diferentes situações que são propostas ou que surgem em seu dia a dia.
Neste sentido a relação com o planejamento esta no entendimento de que toda ação pedagógica deve estar sustentada por pressupostos teóricos que explicitem as concepções, pois eles estabelecem as linhas traçadas no trabalho ao definir procedimentos e estratégias em métodos. É na teoria que buscamos as referências para as práticas e repensamos as mudanças para melhorar a qualidade do ensino.
A frase de Arroyo, 1994, menciona que mudar discursos sem mudar ações e as formas de intervir na aprendizagem do aluno não tem embasamento teórico e se torna vazia de conteúdo e de argumentos.
É através do conhecimento que podemos produzir transformações que qualifiquem a nossa prática pedagógica em nossas escolas.
Obs.: Reformulação da postagem feita em 31 de outubro de 2009, conforme os questionamentos da Tutora Rosângela.
Libras
Com base nas leituras, destaco aspectos, que para mim, são bastante interessantes. Para mencionar que uma pessoa é surda utilizava o termo surdo-mudo, percebo, agora, a ignorância frente a determinados termos. A pessoa surda pode não ser muda “a mudes significa que a pessoa não imite sons orais”, o sujeito surdo é o que tem acesso a Libras, sendo esta sua língua, já os que não possuem Libras como língua são considerados deficientes auditivos.
“A Libras é a língua das comunidades surdas, foi criada e é usada pelos surdos no Brasil” (A leitura do mundo precede a leitura da palavra), o acesso a Libras permite que o sujeito possa interagir melhor com o mundo, que este aprenda e tenha uma vida saudável, afinal ser surdo não quer dizer que o sujeito não tenha capacidade cognitiva.
Outro tópico a ser destacado é a comunicação com o surdo, não tinha claro como deveríamos nos comunicar, salientei em meu trabalho que “ao conversar com pessoas surdas devem ser feitas algumas ponderações, tais como: não gritar ou falar alto demais, ser expressivo, as expressões faciais, gestos, movimentos, sinais, contato visual são indicadores que podem contribuir para o entendimento para nesta relação”.
Desta forma conhecer e refletir sobre esta cultura esta sendo muito interessante e enriquecedor.
30 de outubro de 2009
EJA
A educação de jovens e adultos em sua trajetória histórica não esteve inserida nas políticas educacionais mais amplas no Brasil. Geralmente eram organizados cursos, programas, projetos de certa duração que não alcançavam os objetivos que deveriam, pois as pessoas não devem apenas se alfabetizar, mas fazer uso das práticas de leitura e de escrita compreensivas que a sociedade cada vez exige.
“A noção de alfabetização precisava alicerçar-se num projeto ético e político que dignificasse e ampliasse as possibilidades de vida e de liberdade humana”. Henry Giroux: Alfabetização e a pedagogia do empowerment político.
Considero que no ambiente escolar o aluno deve ter oportunidade de manifestar seus pensamentos, identificando através dos conhecimentos como sujeito construtor da história de sua vida e da sociedade. E que este conhecimento possibilite analisar criticamente para posicionar-se com argumentos bem formulados e para lutar por melhorias na qualidade de vida sua e coletiva.
Para que estas mudanças ocorram o currículo deve ser integrado entre o saber formal (escolarizado) e o senso comum que é constituído pelos conhecimentos apresentados pelo aluno, Portanto a estrutura curricular deve abrir espaço também para as peculiaridades e problemas de vida do aluno.
Como é emocionante ouvir o depoimento de um adulto ao relatar o processo e o contentamento apropriar-se de novos conhecimentos, da leitura e da escrita numa fase da vida em que muitos, inclusive os familiares, consideram como inadequada para ingressar ou retornar a uma sala de aula como tivemos a oportunidade de assistir no vídeo na última aula presencial.
24 de outubro de 2009
Linguagem
Vivemos numa sociedade em que a leitura e a escrita estão presentes em todos os espaços e em todos os momentos. Fora da escola esse saber é adquirido pela criança, pelo jovem quando estes têm acesso aos diferentes meios proporcionados pelos adultos e participam das práticas de leitura, escrita e oralidade. Contudo há de se considerar que muitos alunos chegam a escola sem ter tido a possibilidade de conviver com estes artefatos culturais.
Diante disto é na sala de aula, o espaço onde estes alunos poderão ter oportunidade de estar em contato, manusear, fazer uso de materiais que envolvam a leitura e a escrita. O papel do professor é ser um orientador na exploração destes materiais, sem contudo deixar de valorizar os conhecimentos prévios, favorecendo novas descobertas a apropriação do sistema da escrita e da leitura.
21 de junho de 2009
INCLUSÃO
Esse é um tema relevante e desafiador para o conjunto da sociedade e dos poderes públicos, na medida em que, ao longo da história, as pessoas com deficiência foram consideradas como inúteis e improdutivas. “A humanidade sempre recorreu aos mitos para explicar e justificar a deficiência física ou mental das pessoas com deficiência, por vezes, tiveram seus vínculos familiares e sociais fragilizados ou rompidos, através do descaso, abandono das famílias, como também através do isolamento em instituições.
É importante destacar que há vários tipos de deficiência, como as mentais, físicas ou sensoriais. Temos que entender que todas as pessoas com deficiência. Isso se deve a forma de organização e funcionamento de uma sociedade excludente onde estamos inseridos. Questões genéticas e enfermidades pré-natais, uma bala perdida, um acidente de trânsito ou no trabalho, um tombo de cavalo, a precariedade na qualidade da alimentação, a falta de saneamento básico, o uso de agrotóxicos e outras situações ou fatos trágicos, podem levar à perda da capacidade motora, sensorial e intelectual ou mental e consequentemente, a uma deficiência.
As pessoas que têm algum tipo de deficiência, além da discriminação que sofrem pela situação em que se encontram, vivem também a realidade de desemprego e de não acesso a políticas básicas como é o caso da educação e do trabalho.
Essas pessoas também sofrem com barreiras ambientais, arquitetônicos, comunicacionais e instrumentais, entre outras, que impedem o direito de ir e vir. A maioria das pessoas com deficiência não tem acesso a logradouros esportivos, de lazer, de recreação e turísticos.
Constantemente, ouvimos falar em palavra como: paralítico, portador de necessidades, excepcionais, mongolóide, aleijado, cego, retardado...expressões usadas para designar as pessoas com deficiência vem do latim, “deficientia” e significa falta, enfraquecimento, abandono. A noção de deficiência é complexa está associada com a idéia de imperfeição, fraqueza, carência, perda de qualidade e quantidade, seu emprego exige cuidado e reflexão.
Contudo é importante destacar que a deficiência não é negativa em si mesma, mas traduz uma realidade. Não se trata, portanto, de algo que traduz a essência ou o caráter de uma pessoa. Nesse sentido, a pessoa deve ser vista na deficiência e não como um deficiente.
Deficiência também não é sinônimo de incapacidade, ao contrário, através do acompanhamento solidário das famílias e da implementação de políticas de qualidade, é possível construir uma rede de apoio e de atendimento, em vista do fortalecimento da autonomia e protagonismo das pessoas com deficiência.
Obs.: Parte dessa postagem foi retirada do trabalho realizado no meu estágio do magistério, juntamente com as aprendizagens adquiridas durante este semestre na interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Especiais na Educação.
14 de junho de 2009
Comentário sobre a conferencia: “O discurso da Flexibilização e Inclusão Social nas Políticas e Gestão Educativas”
Segundo a professora Acácia, a sociedade contemporânea tem sofrido algumas mudanças, passando por um acelerado meio de destruição e reconstrução de habilidades. Atualmente os trabalhadores não devem apenas reproduzir de forma sistemática o que lhes foi ensinado, devem, sim, ser flexíveis e estar preparados para acompanharem as mudanças.
A partir deste discurso, da necessidade de termos profissionais flexíveis, emerge um novo discurso pedagógico, aí entra o papel do educador, através da educação contribuindo na formação deste indivíduo. Estar preparado para o mercado de trabalho não é apenas ter conhecimento teórico, mas aliar teoria e prática, ou seja, o conceito de trabalho não é mais saber fazer, mas enfrentar eventos. O que há de novo nesta concepção é que a produção e o consumo na acumulação flexível passam a demandar uma relação com o conhecimento sistemático, de natureza teórica, mediado pelo domínio de competências cognitivas complexas.
Neste sentido a escola deve integrar o conhecimento científico juntamente com a prática, para que a educação sirva como meio de promoção da cultura, sendo importante mostrar a responsabilidade dos formadores, principalmente dos que atuam na educação.
Índios e Negros no Brasil
13 de junho de 2009
Comentário sobre o texto: OS ÍNDIOS NO BRASIL QUEM SÃO E QUANTOS SÃO
Reflexão sobre educação - Kant
11 de junho de 2009
Conceitos Piagetianos

1 de maio de 2009
Piaget e os estágios de desenvolvimento
Piaget distinguiu quatro estágios no desenvolvimento cognitivo:
1- estágio da inteligência sensório-motora (do nascimento, até por volta de 1 ano e meio a 2 anos) no curso do qual ocorre a objetivação e especificação dos esquemas da inteligência prática;
2- estágio pré-operatório (dos 2 aos 7 anos) função simbólica (linguagem), organizações representativas, pensamento intuitivo, regulação representativa articulada;
3- estágios das operações concretas (dos 7 aos 11 anos) no curso do qual se consolidam as operações concretas de classes de relações, e o pensamento se torna reversível. A reversibilidade (por reciprocidade e por negação) são usadas, independentemente, uma pela outra;
4- estágios das operações formais (dos 11-12 anos por volta dos 14 anos) em que as estruturas cognitivas alcançam reversibilidade completa e o raciocínio abstrato torna-se possível.
Entender cada estágio do desenvolvimento segundo Piaget, abriu muito minha mente meu modo de pensar. É um aprendizado muito significativo já que pode ser visto na prática a partir do momento em que vemos nossos alunos com outros olhos de educador interessado na realidade e na real capacidade de cada aluno como um ser único e individual e principalmente como alguém resultado daquilo que teve oportunidade, daquilo que foi exposto a vivenciar, e além de poder visualizar a teoria na prática (daí a razão mais interessante do trabalho) pude estar mais ciente das características de cada estágio do desenvolvimento de que é possível ver estas fases se mesclarem, se confundirem em sua normal evolução.
"O dilema do antropólogo frances"
Inclusão: Utopia ou Possibilidade
Para que aconteça a inclusão social a sociedade também deve se transformar para acolher dignamente todos os cidadãos. É preciso acreditar que todos são dignos, capazes tem igual valor. É superar preconceitos, pelo conhecimento, pela convivência, por se colocar no lugar do outro.
A inclusão é um processo contínuo pela superação de obstáculos que impedem as pessoas de terem acesso pleno a sociedade.
A Resolução CNE/CEB n°2 esclarece muitos pontos que a LDB 9394/96 não havia deixado bem claro. Esta Resolução institui as Diretrizes Nacionais para educação de alunos que apresentam necessidade educacionais especiais na educação básica, que abrange desde a educação infantil. Diz quais as funções do sistema de ensino.
Penso que isso foi um grande avanço social, possibilitar ao deficiente acesso e permanência a escola regular, passando a ter condições de conviver com a diversidade, assim como os que não são portadores de deficiência aprenderão a valorizar o outro independentemente de sua condição física ou mental.
Contudo para que haja realmente visibilidade é necessário a escola entender que a educação é um direito da criança e, que não compete a escola escolher quem vai estar nela. A partir disso desenvolver um projeto pedagógico que contemple a pluralidade cultural e aprender a lidar com essa riqueza diversificada.
Talvez isso seja um tanto utópico ainda, devido as concepções enraizadas em modelos que precisam ser revistos para atender e entender o momento social que vivemos em nosso cotidiano escolar.
Superar preconceitos, buscar formação, apoio, trabalhar em equipe, reinvidicar os serviços de apoio pedagógicos especializados, a fiscalização e o cumprimento da lei são alguns indicativos que poderão contribuir no desenvolvimento do processo de promoção de inclusão, para que esta se torne natural deve ser encarada com responsabilidade. Nota-se que existem avanços nesta questão, ainda tem muito a ser feito. O Brasil como bem sabemos é um país com problemas sociais, mas com evidencias de alguns avanços, o desafio esta lançado, a informação e formação poderão nos auxiliar a combater a exclusão, dando passos rumo a liberdade no caminho da vida, superando preconceitos, promovendo desta forma a cidadania
19 de abril de 2009
Ensino/Aprendizagem
Aprendizagem ocorre desde o nascimento e nos acompanha durante a vida, é na interação com o meio, com as pessoas, objetos, com as situações que vamos acumulando informações e experiências, assim podendo compreender o mundo, aprender. Desta forma a aprendizagem não esta ligada somente as atividades escolares.
Nesse sentido pude compreender o ensino/aprendizagem numa perspectiva interacionista que valoriza os conhecimentos prévios dos alunos, acredita que para haver aprendizagem é necessário haver ação sobre o objeto, a criança precisa experimentar, observar, ter contato, ler, refletir, questionar... Apenas sentada, ouvindo o professor não garante que a criança tenha uma aprendizagem.
30 de março de 2009
Reflexão sobre Projetos de Aprendizagem
A busca pelas repostas acontecerá de diversas formas, não podemos nos focar somente em bibliografias (em respostas prontas), lógico que são fundamentais, mas há outras formas de buscarmos uma solução para o questionamento, em nosso projeto foi necessário fazermos pesquisas de campo, entrevistas, refletir sobre as concepções que tínhamos e se estas estavam “corretas” ou não, houve muita discussão entre o grupo, troca de informações. Utilizamos diversos ambientes virtuais (fórum, blog, e-mail, webfolio), outra ferramenta que nos foi muito útil chama-se CmapTools, um software que podemos construir mapas conceituais, que nos auxiliou no desenvolvimento do projeto.
Segundo orientações da professora Nádie este tipo de projeto “propõe outra forma de construir conhecimento, também se fundamenta na busca de resposta a uma pergunta, contudo se constrói em cima daquilo que os participantes têm como certezas e dúvidas”, com este tipo de trabalho levantamos hipóteses, podemos ou não confirmar uma suspeita.
Acredito que devemos desenvolver esta forma de projeto em sala de aula, primeiramente selecionamos as curiosidades que os educandos vem apresentando, sondando quais conhecimentos eles têm acerca dessas curiosidades, o que pensam, feito isto passamos para um próximo passo que é pensar como fazer essa transposição didática do conteúdo, que relações podemos estabelecer com o contexto do educando e como trabalhar este tema de uma forma interdisciplinar.
22 de novembro de 2008
12 de novembro de 2008
Reflexão sobre minha profissão
Quanto ao plano de carreira da rede pública estadual de ensino não tenho muita noção, porém, pelo pouco de conteúdo que tivemos acesso no curso e que conheço considero sua abrangência bastante justa, o que não quer dizer que se equipare a o modo como isso se da na prática. Quanto a rede pública municipal pude ter acesso durante o estágio, ele existe há cinco anos e tem uma estrutura abrangente, visto que engloba mudanças de classe e de nível (até mestrado) equivalentes a formação pessoal do profissional e não a sua atuação. O tempo de experiência passa a ser levado em conta na mudança de classe e a formação na mudança de nível, porém estas não acontecem imediatamente ao momento em que é solicitado, podendo demorar meses ou até anos.
Quanto a formação em nível superior, ainda não há influência direta na realidade, visto que não atuo na área. Porém posso afirmar que esta possibilitando inúmeros conhecimentos sobre a política educacional, a organização escolar e principalmente sobre a prática pessoal, ao momento que consigo estabelecer uma relação clara da teoria e da prática. Isto se dá também devido a qualidade do curso, confesso que não imaginava que fosse tão intenso, já que a modalidade é à distância e que ainda assim proporciona qualidade de aprendizado. Quanto à formação continuada ofertada pela faculdade, penso que seja um pouco inviável pois os cursos são de difícil acesso, horários complicados e nem sempre é possível comparecer.
A escola em que estagiei é urbana e se situa na região mais carente do município, abrange a fatia mais necessitada, porém, as condições físicas do prédio, o número de alunos é adequado (entre 20 e 30 por turma) ao espaço físico, a escola possui ainda outros espaços, como: playground, ginásio de esporte, sala de vídeo, sala de leitura, refeitório, aula de flauta, taekwondo. No que se refere a prática docente existe equipes de apoio pedagógico como supervisão, coordenação, psicóloga, psicopedagoga, a escola possui aparelhos de TV e som, data show, e acesso livre a internet. Quando estagiei a relação entre direção e professores hierárquica. A escola possui Conselho Escolar inativo (por motivos de legalidade), Conselho de Classe que se reúne trimestralmente, CPM com reuniões mensais, mas não possue organização por parte dos alunos como grêmio estudantil por exemplo. A relação família escola é bastante distante, visto que os pais não são assíduos na escola quando solicitados e quanto ao processo de aprendizagem dos filhos acontece o mesmo, não é difícil porém presenciar reclamações durante os resultados de fim de ano.
Um professor pós graduado que entre no plano de carreira municipal, classe “A”, terá uma remuneração inicial por volta de R$ 900,00, penso que não é o ideal basta comparar com outras profissões para percebermos a desvalorização, sem falar no desgaste e na dedicação que a carreira exige. Quanto a nova proposta do piso salarial nacional de R$ 950,00 para 40h semanal para nível médio, seria o início de uma remuneração mais justa mas, vê se que não é prioridade para os governantes. Quanto a sindicalização ela existe no município mas não é única na categoria e penso que este não representa os interesses como deveria. Em geral a um caminho grande a ser percorrido e com certeza essas questões fazem-nos refletir.
8 de novembro de 2008
Reflexão sobre a prática docente
Financiamento da Educação
O Fundef é um recurso oriundo do MEC repassado aos estados, municípios e Distrito Federal na proporção da matrícula do ensino fundamental de cada rede com base no senso escolar do ano anterior destinado ao investimento e manutenção do ensino.
Destina-se 60% deste recurso ao pagamento de professores em efetivo exercício do magistério e os demais 40% podem ser gastos com itens admissíveis como o MDE, incluindo gastos com formação continuada de professores.
Segundo informações obtidas pela Secretaria Municipal de Educação não existe um regulamento municipal para aplicação da verba do Fundef que seria assim executada conforme a legislação federal. Há, porém, um Conselho Municipal que acompanha as despesas, como pagamento de professores e funcionários. O município, porém, usa mais que 60% dos recursos com despesa da folha de pagamento, atualmente por volta de 75% - número este que esta sendo regulamentado após as eleições – o restante é aplicado nas demais despesas da educação como transporte, formação continuada e outros.
Percebe-se que este recurso vem contribuir para mudar a realidade educacional, embora seja um processo lento, nota-se que há avanços em relação à educação.
5 de novembro de 2008
PPP e Regimento Escolar
O PPP – Projeto Político Pedagógico – esta proposto na LDB, n° 9394/96, neste documento consta aspiração, idealização e direção que serve de base para elaboração, desenvolvimento e avaliação do currículo. Este documento deve ser elaborado por todos que fazem parte da escola, levando em consideração a realidade da comunidade escolar (contextualização). Define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar, sendo composto de três grandes partes: marco referencial, o que queremos alcançar; diagnóstico, o que nos falta para ser o que desejamos e programação, o que faremos para suprir tal falta.
Já o Regimento Escolar tem como referência o PPP, esta proposto na resolução CEED n° 236/98, é o documento que define a organização e o funcionamento do estabelecimento de ensino, quanto aos aspectos pedagógicos. A elaboração do mesmo também envolve a comunidade escolar. Normativa as ações pedagógicas e administrativas previstas no PPP e nos planos de estudos, sendo que o administrativo deve estar a serviço do pedagógico.
Nota-se, portanto, que há um elo entre o PPP e o Regimento Escolar, ambos complementam-se, tem que haver uma continuidade nesses dois documentos que são norteadores da instituição escolar.
Neste site poderão encontrar mais informações acerca do PPP e Regimento Escolar,
3 de novembro de 2008
Reflexão dos pensadores estudados
Os autores citados “elaboraram e utilizaram conceitos como os de fato social, ação social e classe social. De alguma maneira todos estavam interessados em pensar a relação entre indivíduo e sociedade no mundo moderno”.
Durkhein “acreditava que a sociedade prevalece sobre o indivíduo”, esta ajuda na formação do indivíduo, pois há regras e normas coletivas que orientam nossa vida.
O indivíduo, segundo ele, não nasce sabendo previamente as normas de conduta necessárias para a vida em sociedade. Por isso, toda sociedade tem de educar seus membros, fazendo com que aprendam as regras necessárias à organização da vida social. As gerações adulta transmitem as crianças e aos adolescentes aquilo que aprenderam ao longo da sua vida em sociedade. Com isso o grupo social é perpetuado, apesar da morte dos indivíduos.
Pode-se fazer uma ligação entre o pensamento de Durkhein e nossa educação – nossas escolas -, é necessário refletirmos qual é o papel atual da escola para a formação dos indivíduos, quais os conhecimentos, regras, condutas que estamos trabalhando e como poderíamos desempenhar com mais eficácia nosso papel de educadores.
Para Webber, “a sociedade não seria algo exterior e superior aos indivíduos, como em Durkhein, para ele a sociedade pode ser compreendida a partir do conjunto de ações individuais reciprocamente referidas, Webber define como objeto da sociologia a ação social”.
Weber afirma que podemos perceber diferentes formas de ação social, estas formas ações de social também podem-se chamar “Os três tipos de dominação legítima” que ajudam orientar as ações dos indivíduos. Os tipos de dominação são:
- Dominação legal;
- Dominação tradicional;
- Dominação carismática;
Já para Marx “diferentemente de Durkhein e Webber, considerava que não se pode pensar a relação indivíduo X sociedade separadamente das condições materiais se apóiam”. Marx, buscou analisar a sociedade em que viveu para ele as condições materiais não podiam ser vistas separadamente do indivíduo e da sociedade, nota-se que a educação sempre foi influenciada por interesses de classes dominantes, procurando moldar o indivíduo de forma que esse atendesse as expectativas da sociedade, do mercado de trabalho. O pensador alemão Karl Marx propunha que a educação fosse um instrumento de compreensão do mundo e transformação da sociedade, que a classe trabalhadora também tivesse acesso e condições de ter uma boa educação.
Enquanto alguns pensadores acreditavam que seria necessário construir o “homem novo” necessário a sociedade futura, para Marx este “homem novo” já existia, era a classe trabalhadora, alegava que era preciso dar condições para que esse homem novo pudesse se desenvolver.
Marx contribuiu para a educação no sentido que esta é importante para a sociedade, propõe algumas formas de melhorar a educação, porém, não apresenta uma metodologia educacional.
Fontes Bibliográficas
Oliveira, S. P. Introdução à Sociologia. Editora Ática.
Tomazi, D. N. Iniciação à Sociologia. Atual editora, 1993
28 de setembro de 2008
Organização e Gestão da Escola
Conforme o texto “Federalismo e Descentralização” de Nalú Farenzena, a oferta educacional brasileira nasceu descentralizada, quer dizer, com grande parte da responsabilidade nas mãos dos estados e municípios. Como sendo a transferência de responsabilidade e atribuições de um governo central para os governos subnacionais, entidades governamentais ou para a sociedade.
Fica bastante evidente que os estados e municípios ficam com a fatia maior da responsabilidade da educação nacional. Mesmo que esta situação tenha sido influenciada pelo princípio de autonomia federativa não dá para negar que a parte mais difícil ficou com os governos que estão mais próximos do povo.
De acordo com a leitura proposta, pude entender que o município tem responsabilidade no que diz respeito à educação infantil e séries iniciais de ensino fundamental, ficando com o estado a primazia ao ensino médio e séries finais de ensino fundamental, ao governo federal cabe atuar diretamente na organização de rede federal de ensino. Isto, porém não abdica a federação da responsabilidade financeira e da educação como um todo.
Obs.: Alguns trechos deste texto foram extraídos do trabalho realizado nesta interdisciplina.
Projeto de Aprendizagem - Perguntas
Diante da questão levantamos algumas dúvidas e certezas provisórias sobre o assunto. Devido à distância não foi possível nos reunirmos pessoalmente, contudo, fizemos uso de ambientes virtuais para que o diálogo acontecesse e organizássemos o projeto.
Para maiores esclarecimentos combinamos uma conversa no “msn”com a professora Nádie, nem todos componentes do grupo participaram, mas o administrador do grupo, o qual participou da conversa disponibilizou o diálogo para que todos tivessem acesso e se interassem do andamento do projeto.
Após este diálogo, entre o administrador e a professora, surgiu uma nova pergunta para nortear o projeto, sendo esta: “Por que a criança desenvolve o stress e qual a influencia do mesmo nas séries iniciais?”.
Neste momento estamos levantando questionamentos, certezas e dúvidas, para que o projeto possa ter continuidade.
Realizando a presente atividade, estou compreendendo que a partir de questionamentos levantados pelos alunos, conforme seus interesses, é possível ir definindo os conteúdos a serem trabalhados. Será que meu pensamento esta correto?
24 de setembro de 2008
A primeira, é a dominação baseada em leis, há regras estabelecidas, os líderes são escolhidos via eleição. A segunda forma de dominação sendo esta a tradicional, é aquela baseada na dominação patriarcal, não há leis ou regras que estabeleçam critério para que um indivíduo possa chegar a liderança, essa liderança acontece por ser algo tradicional: por fidelidade. Já a terceira forma de dominação, a carismática, é baseada nas qualidades pessoais do líder, prestígio social e moral, são pessoas dotadas de encanto, estimadas e bem quistas na sociedade, consideradas frequentemente profetas, pessoas iluminadas.
Percebo que é importante que haja líderes na sociedade, porém esta liderança deve oportunizar a todos que estão inseridos na sociedade que participem, contribuam, que esta liderança não seja algo autoritário, que o líder possa representar seu grupo da melhor forma possível.
Escola Cultura e Sociedade
20 de agosto de 2008
Atividade 3 – Perguntas
Partindo da aula presencial do dia 15-08 e das atividades propostas considero interessante esta forma de aprendizagem que parte dos nossos interesses, curiosidades, dúvidas que surgem. Durante a aula tivemos a oportunidade de formular e expor algumas de nossas curiosidades e classificá-las por diferentes temas.
Dentre as perguntas que observei, destaco duas que posso considerar produtiva e não produtiva:
- Encontraremos no céu quem já morreu?
- Quais as vantagens e desvantagens dos avanços tecnológicos e da clonagem e do DNA?
A primeira questão não considero produtiva, pois é algo muito pessoal, relacionado a crença de cada indivíduo, ao meu ver não seria possível realizar um projeto de aprendizagem. É uma questão que pode gerar comentários, porém, não gera maiores aprofundamentos.
13 de agosto de 2008
9 de agosto de 2008
Organização do tempo
Queridas alunas e alunos,
Estamos no quinto semestre e, com isso, ultrapassamos a barreira do começo. Na verdade, nossa caminhada tem sido construída com vigor, esforço e segurança e fica cada vez mais complexa. Agora, estamos nos encaminhando para o fim, do curso, para o momento em que como professoras graduadas em trabalhar com alunos de 1ª a 4ª série, faremos a real diferença na escola e na educação. Isso significa trabalho aliado ao prazer de aprender.
Percebemos que, aos poucos, uma boa parte de vocês apresentam dificuldades em seguir o ritmo do curso. Por isso, chegou a hora de cada um dar uma boa revisada no gerenciamento do seu tempo. Vale, então, se perguntar:
Afinal, como tenho gerenciado meu tempo? O que eu faço durante uma semana rotineira? Como eu distribuo meu tempo nos três momentos: pessoal, profissional e aluno?
Evidentemente que a objetividade e a sinceridade são condições fundamentais nessa coleta pessoal de dados. Não seria prudente nem produtivo esconder dados de si mesmo, não é verdade?
Para facilitar, retomaremos a tabela que foi construída no primeiro semestre. Coloquem claramente o que fazem.
Muito bom trabalho!
27 de julho de 2008
Estudos Sociais
A Interdisciplina Representação pelo mundo do Estudos Sociais evidenciou os conceitos sobre Espaço e Tempo de forma integrada sem a separação do homem/meio.
Vivemos num mundo com inquietações, constituído por uma sociedade dinâmica possibilitando ao aluno construir conhecimentos fundamentados cientificamente aplicando-os a prática por meio da contextualização da realidade onde esta inserido, intervindo consciente e criticamente nela.
O conceito de espaço requer o desenvolvimento de algumas habilidades para sua compreensão, como: representação, localização, orientação espacial, lateralidade, estas são desenvolvidas a partir do espaço de vivência dos alunos, iniciando desde seu nascimento, família, escola, bairro, para o mundo.
Acerca do tempo, analisar as múltiplas dimensões. Tempo físico (cronológico: dias, meses, anos...), tempo atual: entender passado, presente, futuro (exemplo, a construção da linha do tempo), tempo histórico social: construído ao longo do tempo, em diferentes momentos da história (vivências individuais, coletivas, se inserem no espaço, marcado por experiências humanas, modificando o espaço, exemplo: escola, localidade, bairro, o país e o mundo).
Os conhecimentos sobre estes conceitos me foram ensinados de forma tradicional, pautados em memorização, sem significado, mal compreendidos. Após os estudos realizados nesse semestre ressignifiquei, agreguei novos conceitos, informações e conhecimentos, possíveis de serem aprendidos e operacionalizados considerando a realidade do aluno envolvendo-se no processo pela interação ativa, tornando-se sujeito de sua aprendizagem e assim praticando sua cidadania.
Apresentação
Com base na apresentação anterior procurei me preparar para realização desta apresentação. No momento da apresentação fiquei muito nervosa o que interferiu no desenvolvimento da mesma, assim não consegui expor os aprendizados que tive no decorrer do semestre. Ao final da apresentação senti-me arrasada, comparando com a apresentação feita anteriormente.
Quanto aos questionamentos feitos pela banca em relação à apropriação teórica, durante o semestre procurei me dedicar as atividades, leituras, pesquisas, enfim a tudo que foi solicitado, embora com alguns atrasos devido a problemas tecnológicos (o que já foi justificado) não deixei de participar das aulas presenciais e de realizar as tarefas. Reconheço que há muito que melhorar, estou num processo de construção e aplicação dos conhecimentos.
A respeito do que pensava antes e como penso agora, anteriormente não possuía conhecimento acerca desses conceitos como vejo hoje, fui incorporando informações, novos saberes, construindo assim novos conceitos, especialmente no que diz respeito à Espaço e Tempo, percebendo que a evidência centrou-se na interdisciplinariedade.
Quanto à apresentação do grupo, praticamente todas as apresentações voltaram-se aos conceitos de Espaço e tempo, ao plano individual de estudos e as construções e reconstruções pessoais. Em geral todas apresentações foram muito boas, com uso de recursos adequados, houve uma troca de experiências contribuindo significativamente para meu aprendizado.